Saturday, January 19, 2008

sinto muito...

...e sou assim mesmo!

(polimonogamias, O CIRCO DAS POSSIBILIDADES, ...ensaio de uma ficção desmedida sobre amores impossíveis)

...e mil histórias se misturam... aqui, em versão poética sucinta: (too much information style) enquanto a Björk se esguela na sala dizendo: "...possibly maaaaybe, probably love!" "...i suck my tongue ...in remembrance of you!" (...)

pássaro eventual
me leva livre
por amor
esquecemos
do resto

do mundo
dos outros

e vivemos
nossos presentes
os singulares plurais,
amo(a) outra(o)?

fodam-se!

este agora, é só nosso
o nosso nós
num exato agora
que é foda!


...e mil histórias se misturam... versão prolixis verborragiae e (hehehe) sem parágrafos: (too much information style too or two) ...e agora é a Cássia que se esguEller again aqui: "palaaavras apeeenas, palaaaavras pequeeenas, palaaaavras ao veeentooo..."

sinto muito! muito mesmo! sinto muito e amo muito... quando estamos juntos, o resto se esvanece, estabelecemos nossos parâmetros, também naquelas mesmas intensas sutilezas, ou sem sutileza alguma, na maior e mais explosiva intensidade, como tantas vezes, wooow ...a cada encontro nosso, nos primeiros momentos, ainda nas formalidades, sempre parece que, ao mesmo tempo, faz dois minutos e dez séculos desde a última vez, ...e sondamos nossos estados, as nossas vidas, reconhecemos a merda nos valores sociais vigentes e, como sempre, vemos que não estamos sós, que nos achamos, e que sabemos disso, desde sempre, ...e o medo de nos perdermos nos mostra o tamanho e o valor desse achado, ...e a gente canta, a gente dança e, a gente não se cansa, ...da gente junto, ...depois, ...e muito, mas muito amor e muita felicidade depois, digo sem palavras, com meus dedos no marfim, que ela deve se vestir, ...com bem poucas palavras e com um átimo de leve tristeza em seu olhar, ela me diz assim: "você gosta dela, né?" ...e digo, em silêncio e sem mover nenhum músculo, que a pergunta é tola e que ela já sabe a resposta... (e afinal, nossa comunicação é muito intensa sem a necessidade de qualquer palavra) ...e ela sabe, que ela não é você, a quem odeio amar tanto, ...mas ela se aproxima, se encosta, me abraça e, com o hálito quente, sopra em meu ouvido: "...eu te amo! ...não me abandona!" ...e, enquanto idealizamos outros amores, nos vemos nos descrevendo, com absoluta precisão, mas estamos falando de outros 'meu amor' e outras 'minha relação'... fingimos evitar e sempre acontece aquele inevitável toque, onde a eletricidade galvânica faísca nas peles, o calor é intenso, a respiração já se alterou há muito... desviam-se os olhares que sabemos confirmar tudo que já sabemos, entramos em amenidades pra escapar do não ameno... do intenso, do 'amemonos', ...mas o discreto flerte sempre foi nosso código, sempre ocorre no meio das amenidades mundanas da vida, achados e perdidos no meio da coletividade super urbana que nos cerca e, em meio a tantos olhares perdidos por aí ...e é bem aí, que nos vemos, e nos sabemos juntos, de nosso imenso amor e, dessa loucura que só nos sabemos, dos nossos segredos, do quanto plantamos pistas que ninguém se dá conta, e que insinuamos mentiras que só nós sabemos o quanto são verdadeiras, e damos muitas risadas do quão iludidos estão os outros, do resto do mundo, que nem nos interessa quando estamos juntos, ...e sempre estamos juntos, mesmo de longe, mesmo que ninguém perceba, mesmo que ninguém mais saiba, simplesmente estamos, sem títulos, sem rótulos, sem visibilidade, ...somos invisíveis, mesmo quando todos estão nos vendo, mesmo quando todos apenas desconfiam, a gente se diverte com o fato de só nós sabermos da nossa verdade... tudo parecendo uma grande conspiração intergalática para que este momento seja o que é, ...nossas pupilas estão tão dilatadas que todos a nossa volta estão desfocados, ...e parece que os próximos 3 segundos vão decidir nossas vidas... o seio, livre de pudores, roçando meu braço, ...e um duplo sorriso tão seguro quanto discreto... e, sem D.R.s, aceitamos o momento e a situação, nossa sintonia é plena, fazemos o que queremos fazer, evitamos o que deve ser evitado, em comunhão com o nosso bem, sem necessidade de discussão, discursos, ou qualquer diálogo analítico sobre nossa relação e situação, apenas vivemos bem, e muuuito bem o momento que está ali para ser vivido (...) e quando o mundo volta a existir, o questionamento é na verdade uma estranha certeza no que ela me diz: "não entendo, ...porque ela não está aqui com você!?" e repito em minha cabeça, já reformulada, a mesma pergunta: "porque não é você que está aqui comigo? ...ao mesmo tempo, lembro que apesar de você não estar aqui nesse agora, já esteve antes, esteve ainda há pouco e, de certa forma, ainda está, o tempo todo inclusive, ...e as vezes o rumo da navegação pode bem ser outro ...quando ela ao telefone falando (com a mãe?) me vê, ...nos vimos, nos percebemos, nos adivinhamos, ...fizemos um certo ar de naturalidade e, pensei: "nem acredito que a gente se reencontrou assim, tão ao acaso!!!" ...e já cara a cara, dilatações bem visíveis a olho nu, ...ainda ao telefone, ela diz assim: "...é que eu tava procurando alguém pra almoçar comigo..." ...apenas levantei a mão, e ela encerrou rapidamente a ligação: "...mas ó, agora já achei, te tigo mais tarde, beijo." ..."ooooi!?" ..."hmmm, acabei de fazer essa compra, tenho tudo pra fazer um almoço mas pode demorar um pouco, tudo bem?" ..."entra aqui, eu te levo pra casa, mas acho que vai ser só um lanchinho, é que tenho 'só duas horas' até o próxima consulta" ...wow, ...eu tentando me lembrar em que 'estado' estaria a casa... e, bem quando chegamos na porta, toca o telefone! o meu! ...e a imagem do seu nome no visor, junto com um diálogo que tentou ser "neutro" a fizeram lembrar do nosso primeiro encontro e, a fala foi simples, direta, inteligentemente objetiva: "é ela, né? ...aquela mesma daquele dia?!?" ..."uhum" ...bom, nem almoçamos! (...) ...e me lembro de tudo que já vivemos até aqui, especialmente desde aquele reencontro 'casual', do jantar já no dia seguinte, e do quanto a gente perdeu de tempo sendo cuidadosos, cuidando de nós e dos outros, ...do quanto a gente já causou com nosso caso descaso e, desde daquele tal primeiro passo, o passo de dança sem dançar e onde tudo dançou, literalmente, com o universo dançando ao nosso redor, e todos o receios que tivemos, fizeram sentido ao fazer tudo dançar mesmo, de vez, ai ai ai... ...tanta breja, tanto vinho, tanto tato, tanto beijo, tantos momentos tão nossos, tanta vida, tanto tudo, tanta história, ...e outras histórias, outros amores, outras vidas, nossas pessoas... e nossos outros nós, ...e, apesar do tamanho das confusões que sabíamos que causaríamos em tantos corações e mentes, incluindo os nossos próprios, ...mas se bem me lembro heheheh ...momentos extremamente felizes juntos, e nos proporcionamos eventos inesquecíveis de amor e prazer... wow dear, she's right! why are you not here??? ok, ontem a gente tava junto ahahaha, e antes de ontem também... acabamos de nos falar e, talvez nos vejamos daqui há pouco... ok, mas também sabemos que tem algo estranho nessa história toda... o que será que será? ...ok, o que será, será!!!! ok, ok, ...tudo bem, meu bem, meu amor, minha ambigüidade suprema, esse nosso estranho amor, meu mal, minha luz, meu paradoxo fatal, esse meu amor por você...

humpf! ficaria lindo com seu nome aqui no final ...e só você pode saber por que não faço!

1 Comments:

At 24 January, 2008 16:24 , Anonymous gian said...

Hola:
navegando por la red he visto tu blog, me he parado para descansar y lo he explorado, me gusta mucho. Ahora continuo mi viaje. Cuando quieras ven a ver mi blog.
Ciao.

 

Post a Comment

Subscribe to Post Comments [Atom]

<< Home